sábado, 22 de novembro de 2008

“O professor pensa ensinar o que sabe, o que recolheu nos livros e da vida, mas o aluno aprende do professor não necessariamente o que o outro quer ensinar, mas aquilo que quer aprender”.
(Affonso Romano de Sant’Anna)

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Deus é alegria. Uma criança é alegria. Deus e uma criança têm isso em comum: ambos sabem que o universo é uma caixa de brinquedos. Deus vê o mundo com os olhos de uma criança.Está sempre à procura de companheiros para brincar.

Meus amores...

Fotos do projeto artes visuais!

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Planejar, o caminho para a boa aula!
Só ensina bem quem sabe aonde quer levar os alunos e se prepara para chegar lá!
A atividade de planejar é considerada complicada, chata e burocrática por boa parte dos professores!
Planejar é simples... Defina os objetivos e o caminho para alcançá-los. É preciso caminhar muito, mas quem faz o percurso encontra a chave para o sucesso!
Beijos: Nayara
glitters


OS DEZ MANDAMENTOS PARA BEM PLANEJAR!

1) ESQUEÇA A BUROCRACIA
Antes o Plano vinha pronto, em pacotes. Hoje quem leciona tem espaço para criar!

2) CONHEÇA BEM DE PERTO O SEU ALUNO
Pergunte-se sempre: “O que meu aluno deve e pode aprender?”.

3) FAÇA TUDO OUTRA VEZ (E MAIS OUTRA)
O planejamento deve ser sempre alterado, de acordo com as necessidades da turma.

4) ESTUDE PARA ENSINAR BEM
Uma pessoa só pode ensinar aquilo que sabe, porém é preciso, também, saber como ensinar.

5) COLOQUE-SE NO LUGAR DO ESTUDANTE
Você deve saber se os temas trabalhados em sala são importantes do ponto de vista do aluno.

6) DEFINA O QUE É MAIS IMPORTANTE
Os critérios para estabelecer o que é mais importante ensinar devem ser as necessidades dos alunos.

7) PESQUISE EM VÁRIAS FONTES
Toda aula requer material de apoio. Busque informações em livros, em revistas, na Internet...

8) USE DIFERENTES MÉTODOS DE TRABALHO
Métodos como: aulas expositivas, atividades em grupo e pesquisas são excelentes aliados!

9) CONVERSE E PEÇA AJUDA
Converse com os colegas! Aproveite as reuniões!

10) ESCREVA, ESCREVA, ESCREVA
Compre um caderno e anote, no fim do dia, tudo o que você fêz em classe. Esta é uma forma de você analisar o que está ou não dando certo em seu trabalho!

sábado, 25 de outubro de 2008

Segundo Clarck (2005, p.17) as quatro verdades universais são:

1. As crianças precisam de estrutura e gostam dela (É preciso estar seguro com o trabalho realizado e criar uma estrutura em sala de aula, estabelecer regras claras e manter a autoridade, não o autoritarismo)2. As crianças se esforçarão muito se gostarem de você (Devemos estar livre da inibição e fazer com que as crianças nos vejam como pessoas reais, mas para isso, é necessário criar um clima de confiança)3. As crianças gostam de saber o que esperamos dela (Precisamos deixar claro o que queremos ao estar ali, o que esperamos dela, se gostamos do que foi feito e também dizer, quando necessário, que seus atos foram inadequados)4. As crianças gostam de saber que estão sendo cuidadas (o desenvolvimento do aluno é muito mais significativo quando demonstramos que acreditamos no seu sucesso e somos capazes de fazer muita coisa por isso)


PARA REFLETIR:

“A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores. A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que se propõe”. Jean Piaget“O aluno transfere para o professor os sentimentos de sua relação com os pais. Conscientemente ou não, o professor utiliza a ascendência que assim adquire sobre o aluno, para transmitir ensinamentos, valores, inquietações. Pois não é verdade que os professores de quem mais nos recordamos, com quem mais aprendemos, são aqueles que melhor nos seduziram? Na escola como na vida, nós aprendemos por amor a alguém” Paulo César Souza“A criatividade de uma nação esta ligada a capacidade de pensar, teorizar – o que requer uma boa educação – e, daí, partir para o inventar e, depois, ir até as últimas conseqüências no fazer” Cláudio de Moura e Castro

quarta-feira, 22 de outubro de 2008



História da Planta



HISTÓRIA DA PLANTA


A raiz: Do mundo não vejo nada,
Pois vivo sempre enterrada,
Mas não me entristeço, não,
Seguro a planta e a sustento
Sugando água e alimento.


O caule: Sou tronco que levanta
E estende para os espaços
Braços, braços e braços
Colhendo a luz para a planta.


A folha: Da planta sou o pulmão
Mas além de respirar,
Tenho uma grande função:
Roubo energia solar.


A flor: Sou a mãe da vegetação
e me perfumo e me enfeito
para criar em meu peito
plantinhas que nascerão.


O fruto: Sou o cálice da flor,
Que inchou e ficou maduro
Pela força do calor
E guardo em mim, com amor,
As plantinhas do futuro.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Video sobre o Processo de Desenvolvimento da Alfabetização!!! Muito Bom!



veriados - Recados Para Orkut

Leteras De Musica - Recados Para Orkut

Bem Vindos - Recados Para Orkut

Trechos da Bíblia - Recados Para Orkut


criancas - Recados Para Orkut

“O professor pensa ensinar o que sabe, o que recolheu nos livros e da vida, mas o aluno aprende do professor não necessariamente o que o outro quer ensinar, mas aquilo que quer aprender”.

(Affonso Romano de Sant’Anna)

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::. Links interessantes



Como motivar seu aluno a produzir textos:

☺ Relatos do dia-a-dia;
☺ Notícias da comunidade;
☺ Notícias de jornais e revistas;
☺ Acontecimentos importantes;
☺ Gravuras;
☺ Textos principiados;
☺ Textos em rodinhas;
☺ Textos coletivos;
☺ Textos em dupla;
☺ Livros lidos;
☺ Revistas em quadrinhos;
☺ Debates;
☺ Cartas, bilhetes, avisos;
☺ Relatórios;
☺ Músicas;
☺ Poesias;
☺ Trabalho com sucatas, desenhos, pinturas, origamis, maquetes

Beijos: Nayara
Exercitando a criatividade
Publicado por Equipe do BLOG em Artigos
Você sabe como ser uma pessoa mais criativa? Existem algumas maneiras de “alargar” ou “esticar” o nosso cérebro para nos tornarmos mais criativos. Confira as principais:


Turma da Mônica - Recados Para Orkut
1. Leia regularmente uma revista ou um livro fora do conjunto de livros e revistas que você lê normalmente.


2. Exercite o seu corpo. A prática de exercícios físicos tem um impacto direto na aptidão de pensar de forma mais inteligente e criativa.

3. Aprenda todo ano (ou semestre) alguma nova aptidão.

4. Goste de música e eventualmente saiba tocar algum instrumento.

5. Conviva e converse com pessoas diferentes. Introduzir-se na conversa de pessoas não conhecidas, principalmente em congressos, feiras, cursos é um excelente exercício.

6. Viaje para novos destinos. Busque entrar em contato com costumes e culturas diferentes.

7. Visite museus. Isso permite que ampliemos nossa visão em três dimensões de outros tempos, lugares, costumes, etc.

Lembre-se de que a criatividade é sempre um requisito a mais para o profissional que deseja se destacar no mercado. Então, aperfeiçoe a sua!

Baseado no livro “Gestão Criativa”, de Victor Mirshawka
Gifs - Flash - Fotos e Videos Para seu Orkut

SUGESTÕES DE BRINCADEIRAS

O Pulo do Sapo
Marcar no pátio as linhas de partida e chegada. Ao sinal dado, os participantes, em posição de sapo (de cócoras), devem sair pulando até a linha de chegada. Vence aquele que chegar primeiro.
Imitando Tartaruga
Escolhem-se quatro jogadores para serem os pegadores. Os jogadores, para evitar serem apanhados, deitam-se de costas no chão, com os braços e pernas para cima imitando uma tartaruga. Quando estiverem na posição da tartaruga, não poderão ser apanhados. Termina a brincadeira quando todas as crianças forem pegas.
Corrida ao Contrário
Traçam-se duas linhas a uma distância de 10m (sendo uma o ponto de chegada e a outra o de partida). Ao sinal dado, todos os participantes estarão de costas e iniciarão uma corrida. O participante que chegar primeiro deverá voltar correndo de frente até o ponto de partida. Quem chegar primeiro será o vencedor.
Corrida do Cachorrinho
Marcar um ponto de partida e outro de chegada. Os participantes devem imitar a posição de cachorro, alinhando-se na partida. Ao sinal, saem depressa em direção à linha de chegada. Quem chegar primeiro será o vencedor.

Corrida de Dois
As crianças dão as mãos e não podem se soltar. E assim correm, pulando até a linha de chegada. Vencem os dois que primeiro atingirem a linha de chegada.
O Caçador Esperto
Riscam-se dois círculos para colocar os animais: as raposas e os coelhos( dois times com número igual de participantes). No centro, entre os dois círculos, risca-se também um triângulo, onde ficará o caçador. Os animais dos dois times chegam bem perto do caçador. Os que forem pegos pelo caçador passam a ser caçadores nas próximas jogadas, devendo ficar junto ao caçador, dentro do triângulo. A brincadeira continua e no final o time que tiver mais participantes será o vencedor.
Atenção, Olha o Caçador!
As crianças serão separadas em grupos de diferentes animais. Deve haver vários de cada classe, por exemplo: ursos, macacos, coelhos, etc. Desenhar dois círculos em cantos opostos. Uma das crianças será o caçador, ficando entre os dois círculos; o resto dos animais, em outro círculo. O caçador chama o nome de um dos animais e todos os que representam esse animal deverão correr pelo lado oposto. O caçador os perseguirá e, se conseguir, pegar alguém antes que chegue ao círculo, este trocará de lugar com o caçador.
Pique com Bola
Formar um círculo com todas as crianças, com espaço entre elas. Uma será escolhida para ficar no meio do círculo com uma bola. Dado o sinal, a criança jogará a bola para qualquer colega e em seguida sairá do seu lugar. Este toma a bola, corre para o centro do círculo e continua a brincadeira.


Balões voadores
As crianças estarão uma ao lado da outra sobre uma linha marcada no chão. Cada uma receberá um balão de borracha, enchendo-o de ar o máximo possível, segurando com o dedo para não esvaziar. Quando o professor gritar, as crianças devem soltar os balões que voarão e girarão de diversas formas. Será vencedor o dono do balão que cair o mais longe da linha marcada.
Voa, não voa...
As crianças estarão assentadas em círculo. O professor falará o nome de uma ave, e as crianças deverão mover os braços e as mãos como se estivessem voando. Quando o professor falar o nome de algo que não voa, as crianças deverão ficar com os braços e mãos imobilizados. Quem errar sai da brincadeira ou pa
ga uma prenda. Ex: " Borboleta voa?( Todos imitarão o vôo.)Jacaré voa?(Todos deverão ficar imóveis). O professor deverá usar sua habilidade para enganar as crianças.

Fonte: Apostila + de 100 dicas de brincadeiras PPD.
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Deficiências

"Deficiente"
É aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
"Louco"
É quem não procura ser feliz.
"Cego"
É aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria.
"Surdo"
É aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão.
"Mudo"
É aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
"Paralítico"
É quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
"Diabético"
É quem não consegue ser doce.
"Anão"
É quem não sabe deixar o amor crescer.
E "Miserável"
Somos todos que não conseguimos falar com Deus.
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Vinte dicas para o sucesso

01- Tenha um aperto de mão firme;
02 - Olhe as pessoas nos olhos;
03 - Gaste menos do que ganha;
04 - Saiba perdoar a si e aos outros;
05 - Trate os outros como gostaria de ser tratado;
06 - Faça novos amigos;
07 - Saiba guardar segredos;
08 - Não adie uma alegria;
09 - Surpreenda aqueles que você ama com presentes inesperados;
10 - Sorria;
11 - Aceite sempre uma mão estendida;
12 - Pague suas contas em dia;
13 - Não ore apenas para pedir coisas. Ore para agradecer e pedir sabedoria e coragem;
14 - Dê as pessoas uma segunda chance;
15 - Não tome nenhuma decisão quando estiver cansado ou nervoso;
16 - Respeite os seres vivos, principalmente os indefesos;
17 - Dê o melhor de si no seu trabalho;
18 - Seja humilde, especialmente nas vitórias;
19 - Jamais prive uma pessoa de esperança, pode ser que ela só tenha isso;
20 - Ame a Deus sobre todas as coisas e ao teu próximo como a ti mesmo.
A IMPORTÂNCIA DAS ATIVIDADES LÚDICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Angela Cristina Munhoz Maluf
Estudos e pesquisas têm comprovado a importância das atividades lúdicas, no desenvolvimento das potencialidades humanas das crianças, proporcionando condições adequadas ao seu desenvolvimento físico, motor, emocional, cognitivo, e social. Atividade lúdica é toda e qualquer animação que tem como intenção causar prazer e entretenimento a quem pratica. São lúdicas as atividades que propiciam a experiência completa do momento, associando o ato, o pensamento e o sentimento. A criança se expressa, assimila conhecimentos e constrói a sua realidade quanto está praticando alguma atividade lúdica. Ela também espelha a sua experiência, modificando a realidade de acordo com seus gostos e interesses.Na educação Infantil podemos comprovar a influência positiva das atividades lúdicas em um ambiente aconchegante, desafiador, rico em oportunidades e experiências para o crescimento sadio das crianças. Os primeiros anos de vida são decisivos na formação da criança, pois se trata de um período em que a criança está construindo sua identidade e grande parte de sua estrutura física, socioafetiva e intelectual. É, sobretudo, nesta fase que se deve adotar várias estratégias, entre elas as atividades lúdicas, que são capazes de intervir positivamente no desenvolvimento da criança, suprindo suas necessidades biopsicossociais, assegurando-lhe condições adequadas para desenvolver suas competências. Todas as instituições que atendem crianças de 0 a 5 anos, deve promover o seu desenvolvimento integral, ampliando suas experiências e conhecimentos, de forma a estimular o interesse pela dinâmica da vida social e contribuir para que sua integração e convivência na sociedade sejam produtivas e marcadas pelos valores de solidariedade, liberdade, cooperação e respeito. As intuições infantis precisam ser acolhedoras, atraentes, estimuladoras, acessíveis ás crianças e ainda oferecer condições de atendimento ás famílias, possibilitando a realização de ações sócioeducativas.
As crianças necessitam receber nas instituições de educação infantil:
Ações sistemáticas e continuadas que visam a fornecer informações;
Realizar vivências através de atividades lúdicas;
Aprimorar conhecimentos.
São vários os benefícios das atividades lúdicas, entre eles estão:
Assimilação de valores;
Aquisição de comportamentos;
Desenvolvimento de diversas áreas do conhecimento
Aprimoramento de habilidades;
Socialização.
Quanto ao tipo de atividades lúdicas existentes, são muitas, podemos citar:
Desenhar;
Brincadeiras;
Jogos;
Danças;
Construir coletivamente;
Leituras;
Softwares educativos;
Passeios;
Dramatizações;
Cantos;
Teatro de fantoches, etc.
As atividades lúdicas podem ser uma brincadeira, um jogo ou qualquer outra atividade que permita tentar uma situação de interação. Porém, mais importante do que o tipo de atividade lúdica é a forma como é dirigida e como é vivenciada, e o porquê de estar sendo realizada.Toda criança que participa de atividades lúdicas, adquire novos conhecimentos e desenvolve habilidades de forma natural e agradável, que gera um forte interesse em aprender e garante o prazer.Na educação infantil, por meio das atividades lúdicas a criança brinca, joga e se diverte. Ela também age, sente, pensa, aprende e se desenvolve. As atividades lúdicas podem ser consideradas, tarefas do dia-a-dia na educação infantil.De acordo com Teixeira (1995), vários são os motivo que induzi os educadores a apelar às atividades lúdicas e utilizá-las como um recurso pedagógico no processo de ensino-aprendizagem. Segundo Schwartz (2002), a criança é automotivada para qualquer prática, principalmente a lúdica, sendo que tendem a notar a importância de atividades para o seu desenvolvimento, assim sendo, favorece a procura pelo retorno e pela manutenção de determinadas atividades. Huizinga (1996), diz que numa atividade lúdica, existe algo “em jogo” que transcende as necessidades imediatas da vida e confere um sentido à ação.
Para Schaefer (1994), as atividades lúdicas promovem ou restabelecem o bem estar psicológico da criança. No contexto de desenvolvimento social da criança é parte do repertório infantil e integra dimensões da interação humana necessária na análise psicológica (regras, cadeias comportamentais, simulações ou faz-de-conta aprendizagem observacional e modelagem).Toda a atividade lúdica pode ser aplicada em diversas faixas etárias, mas pode sofrer intervenção em sua metodologia de aplicação, na organização e no prover de suas estratégias, de acordo com as necessidades peculiares das faixas etárias. As atividades lúdicas têm capacidade sobre a criança de gerar desenvolvimento de várias habilidades, proporcionando a criança divertimento, prazer, convívio profícuo, estímulo intelectivo, desenvolvimento harmonioso, autocontrole, e auto-realização. O educador deverá propiciar a exploração da curiosidade infantil, incentivando o desenvolvimento da criatividade, das diferentes formas de linguagem, do senso crítico e de progressiva autonomia. Como também ser ativo quanto às crianças, criativo e interessado em ajudá-las a crescerem e serem felizes, fazendo das atividades lúdicas na educação Infantil excelentes instrumentos facilitadores do ensino-aprendizagem.As atividades lúdicas, juntamente com a boa pretensão dos educadores, são caminhos que contribuem para o bem-estar, entretenimento das crianças, garantindo-lhes uma agradável estadia na creche ou escola. Certamente, a experiência dos educadores, além de somar-se ao que estou propondo, irá contribuir para maior alcance de objetivos em seu plano educativo.


Referências:HUIZINGA, J. Homo Ludens. 4. ed. São Paulo: Perspectiva, 1996. MALUF, Ângela Cristina Munhoz - Brincar Prazer e Aprendizado. Petrópolis, Rio de Janeiro, Vozes 2003._______Conheça Bem, eduque melhor- Crianças e Jovens.Petrópolis, Rio de Janeiro, Vozes 2006NEGRINE, Airton da Silva. A Coordenação Psicomotora e suas Implicações. Porto Alegre. 1987.PAPALIA, D. E., OLDS, S. W., O Mundo da Criança, Ed. McGraw-Hill, São Paulo, 1981.PIAGET, Jean. A Construção do Real na Criança. Trad. Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Zahar, 1970.________ O nascimento da Inteligência na criança. Suíça. Editora Guanabara, 1987.SCHAEFER (1994) -Play therapy for psychic trauma in children. Em K.J. O´Connor & C.E. Schaefer Handbook of Play Therapy. Advances and Innovations. New York: WileySCHWARTZ, G. M. Emoção, aventura e risco - a dinâmica metafórica dos novos estilos. In: BURGOS, M. S.; PINTO, L. M. S. M. (Org.) Lazer e estilo de vida. Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2002, p. 139-168.TEIXEIRA, Carlos E. J. A ludicidade na escola. São Paulo: Loyola, 1995.

domingo, 19 de outubro de 2008




ALFABETO DO PROFESSOR
Professor...
A me seus alunos
B endiga sua
profissão
C reia no poder da educação
D iscipline sua classe
E duque pelo exemplo
F irme-se em Deus
G aranta um mundo cada vez melhor
H onre a missão do mestre
I nstrua com sabedoria
J ulgue-se antes de julgar seus alunos
L eia os grandes educadores
M edite sobre os conselhos dos grandes mestres
N eutralize os rumores pessimistas
O rgulhe-se de ser mestre
P ersiste na verdade
Q ueira o melhor para seus alunos
R espeite seus educandos para ser respeitado
S orria. Sorrindo, ilumine sua sala de aula
T rabalhe com amor
U nifique seus alunos
V ença pela fé
X ?
Z ele com carinho por todos estes cuidados e descubra por si mesmo o X do
GRANDE MESTRE .

sábado, 18 de outubro de 2008



Você sabe como surgiu o Dia do Professor?


O Dia do Professor é comemorado no dia 15 de outubro. Mas poucos sabem como e quando surgiu este costume no Brasil.
No dia 15 de outubro de 1827 (dia consagrado à educadora Santa Tereza D’Ávila), D. Pedro I baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Pelo decreto, “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”. Esse decreto falava de bastante coisa: descentralização do ensino, o salário dos professores, as matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até como os professores deveriam ser contratados. A idéia, inovadora e revolucionária, teria sido ótima - caso tivesse sido cumprida.
Mas foi somente em 1947, 120 anos após o referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia dedicado ao Professor.
Começou em São Paulo, em uma pequena escola no número 1520 da Rua Augusta, onde existia o Ginásio Caetano de Campos, conhecido como “Caetaninho”. O longo período letivo do segundo semestre ia de 01 de junho a 15 de dezembro, com apenas 10 dias de férias em todo este período. Quatro professores tiveram a idéia de organizar um dia de parada para se evitar a estafa – e também de congraçamento e análise de rumos para o restante do ano.
O professor Salomão Becker sugeriu que o encontro se desse no dia de 15 de outubro, data em que, na sua cidade natal, professores e alunos traziam doces de casa para uma pequena confraternização. Com os professores Alfredo Gomes, Antônio Pereira e Claudino Busko, a idéia estava lançada, para depois crescer e implantar-se por todo o Brasil.
A celebração, que se mostrou um sucesso, espalhou-se pela cidade e pelo país nos anos seguintes, até ser oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963. O Decreto definia a essência e razão do feriado: "Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias".

Dia do Professor em outros países:
Estados Unidos: National Teacher Day - na terça-feira da primeira semana completa de Maio.
World Teachers’ Day - UNESCO e diversos países - 5 de Outubro
Tailândia - 16 de Janeiro
Índia - 5 de Setembro
China - 10 de Setembro
México - 15 de Maio
Taiwan - 28 de Setembro
Argentina - 11 de Setembro
Chile - 16 de Outubro
Uruguai - 22 de setembro
Paraguai - 30 de Abril

Fontes: Site www.diadoprofessor.com.brSite
www.unigente.com

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Mais Professor

Pedagogia do amor
Valéria Poletti

Num tempo em que a aparência vale mais do que a essência e a competição impera nos relacionamentos, é imprescindível falar com nossas crianças sobre companheirismo, amizade, amor. Num tempo em que a esperança parece cada vez mais escassa, é fundamental reavivar nossa confiança em dias melhores. Num tempo em que os valores que devem nortear a vida em sociedade são progressivamente esquecidos, é um estímulo encontrar obras como A Pedagogia do Amor, de Gabriel Chalita, escritor e professor. Em seu livro, Chalita buscou mostrar aos pais e professores a contribuição das histórias universais para a formação de valores da nova geração, tão carente de princípios como respeito, solidariedade e idealismo. O autor tenta fazer isso de forma lúdica, querendo, em um primeiro momento, resgatar no leitor adulto esses valores, para que, na seqüência, ele passe isso para seus alunos, seus filhos.

São dez histórias da literatura universal escolhidas por Gabriel pela relevância de seus ensinamentos. O autor diz que pretende resgatar em nós, adultos, a criança que um dia já existiu. Segundo ele, “uma criança que com o passar dos anos – e de todas as exigências que vêm no seu encalço –, vai se tornando cada vez mais reclusa e esquecida dos valores nobres que dão a ela dignidade e fidelidade aos seus princípios mais básicos: ser feliz e fazer o outro feliz.”

Para o escritor, as obras de arte têm como uma de suas características a capacidade de romper a barreira do tempo e do espaço, preservando sua atualidade. Os grandes clássicos da literatura, por exemplo, retratam em suas narrativas as grandes questões universais. Gabriel escolheu, entre esses textos mundialmente conhecidos, histórias como a do Patinho Feio, da Cinderela, de Dom Quixote, de Hércules, e textos da Bíblia, como Davi e o gigante Golias e a história do rei Salomão.

O rei Salomão e o valor da sabedoria
Salomão foi filho de Davi, o grande rei de Israel. Após sua morte, foi Salomão quem o sucedeu. A Bíblia conta que, certa noite, Salomão teve um sonho. Sonhou que Deus dizia: “Pede o que queres que Eu te dê.” Salomão, ainda jovem, com prudência admirável, pediu a Deus que lhe desse sabedoria para governar. Diz a Bíblia que Deus agradou-se tanto do pedido que, além de sabedoria, deu a Salomão tudo mais que um homem pode querer: poder, riqueza, inteligência, glória e muitos anos de vida para poder aproveitar tudo isso.

É bastante conhecida a história que versa sobre a sabedoria de Salomão – a de duas prostitutas que vieram até ele exigindo, ambas, a guarda de uma criança. Uma delas disse que a outra havia dormido em cima de seu verdadeiro filho, matando-o sufocado. Ela então trocou as crianças enquanto a outra dormia com seu bebê saudável. Entretanto as duas diziam ser a mãe do bebê. Salomão mandou que trouxessem uma espada para cortar ao meio a criança viva e dar uma metade para cada mulher. A falsa mãe deu de ombros, mas a verdadeira desesperou-se. Salomão então deu o bebê à mulher que nutria verdadeiro amor pelo filho.

“Saber é poder”, diz o dito popular. Isso faz com que pensemos a respeito da importância da sabedoria em nossas vidas e de como ela pode abrir portas para as mais variadas conquistas. O saber é o instrumento que nos garantirá uma vida mais digna e nos proverá o bem-estar essencial para nossa felicidade. E é necessário muita dedicação para conquistá-lo e para torná-lo nosso aliado nas batalhas do dia-a-dia.

Aliás, o que será que pediriam os moços e as moças de nossa geração se lhes fosse dada a mesma oportunidade oferecida ao rei Salomão? O que desejariam receber? O que considerariam mais importante na vida? Felizmente começamos a ver jovens presentes em campanhas fraternas, trabalhos voluntários, projetos voltados às comunidades carentes. Um indício de sabedoria.

É nosso dever incentivar essa mudança e prosseguir incutindo em nossas crianças e adolescentes lições e exemplos que contribuam à formação de seu caráter para que possamos moldar seres humanos mais sábios, empreendedores e competentes. Seres que tragam em si a prudência e a sensatez do rei.

O Patinho Feio e o valor do respeito
Quem não conhece a história do Patinho Feio? Quem nunca sofreu ou ao menos se comoveu com sua trajetória de sofrimento apenas por ser considerado feio e estranho aos seus? A riqueza da história de Hans Christian Andersen reside na capacidade de nos tocar profundamente, de despertar em nós o sentimento de amor ao próximo, de solidariedade e de respeito às diferenças.

Na história, como na vida real, o preconceito de cor, gênero, credo ou classe social prescinde de lógica e de racionalidade para se estabelecer. Não há alegação plausível, nem por parte dos intolerantes, a capacidade de refletir sobre a importância do outro como peça fundamental no jogo social. Um jogo que necessita das relações de troca, de amizade e de aprendizado que vêm da convivência pacífica entre todos – independentemente da origem ou da história de cada um.

Seja em casa ou na escola, temos o dever de orientar nossas crianças para a aceitação do outro, para a compreensão de que condutas preconceituosas só colaboram para a degradação das relações e da sociedade com um todo. A mensagem de Andersen é clara: a despeito das experiências dolorosas, temos de continuar acreditando em nós mesmos e também nos outros – mesmo que, a princípio, pareçam tão diferentes. Temos de acordar para o fato de que todos podemos ser como cisnes belíssimos, prontos para aproveitar a primavera e para viver uma vida pacífica e digna.

A responsabilidade é nossa
Diz Gabriel Chalita: “Devemos estar conscientes da importância de nosso papel e amparar, reerguer, reavivar os sentimentos, valores e atitudes que poderão renovar a confiança em dias melhores. Que essa consciência seja uma realidade e um estímulo a vocês, companheiros de jornada, colegas de cena neste teatro fabuloso que é a escola da vida.”

Façamos com amor, sabedoria e respeito a nossa parte!

Para saber mais: Pedagogia do Amor, Gabriel Chalita. Editora Gente.
www.editoragente.com.br
Onde encontrar: www.livrariascuritiba.com.br



Mundo dos Recados








O poder da comunicação
Josiane Benedet

A comunicação é muito mais do que o simples ato de falar, é um universo com poderosíssimas ferramentas que você, professor, pode usar no dia-a-dia para melhorar a qualidade do seu trabalho. Mas, afinal, o que engloba o universo da comunicação? Segundo o Dicionário Aurélio, “comunicação é o ato ou efeito de comunicar(-se). Emitir, transmitir e receber mensagens por meio de métodos e/ou processos convencionados, quer através da linguagem falada ou escrita, quer de outros sinais, signos ou símbolos, quer de aparelhamento técnico especializado, sonoro e/ou visual”. Ou seja, além da fala, as expressões corporais, o olhar, o silêncio e a maneira de se vestir também são formas importantes de se comunicar.

Mais do que falar durante a aula inteira e passar o conteúdo, o professor precisa conquistar a atenção do aluno, e, para que isso aconteça, é importante utilizar todas as formas que a comunicação oferece.

Comunicação verbal
A voz é a grande ferramenta para a comunicação verbal, no entanto, quando usada de forma inadequada, pode trazer prejuízos na qualidade do trabalho e problemas de saúde. Para a fonoaudióloga Patrícia Balata, a voz pode influenciar no desenvolvimento da aula. “Um professor cuja voz está rouca, cansada ou abafada, poderá causar um desestímulo e, às vezes, uma certa irritabilidade no aluno”, afirma. Segundo ela, isso depende do grau da alteração e da freqüência com que ocorre, mas que tanto o professor quanto o aluno sofrem com a situação. “O primeiro, por ter seu instrumento de trabalho comprometido e ineficiente, e o segundo, por ter seu ministrante, muitas vezes, estressado com o problema”.

O tom de voz é uma característica própria de cada pessoa e deve ser explorado nas modulações, ou seja, dar ênfase correta às palavras para que transmitam a intenção do que deseja destacar. O ritmo também é um aspecto da personalidade. “Normalmente, as pessoas mais ansiosas tendem a falar rápido, enquanto as mais retraídas falam lentamente”, explica Patrícia. No entanto, no exercício da profissão, é contra-indicado os extremos. “Nem muito lento, nem muito rápido”, completa. Para que o ritmo fique apropriado, as palavras devem ser faladas de forma bem articulada e sem exageros. O professor também deve cuidar com os excessos de pausas, pois uma aula assim torna-se cansativa.

Dicas:

Evite a monotonia da voz usando ênfases e articulando corretamente as palavras.

Beba bastante água antes, durante e depois das aulas.

Dinamize a aula com recursos metodológicos interessantes que façam dos alunos elementos ativos e participativos. Assim você poupa a sua voz e explora as habilidades deles.

Evite competir com os alunos quando a sala estiver barulhenta. Às vezes, o silêncio comunica e exige mais do que um grito.

O corpo também fala
A comunicação não verbal, ou seja, a expressão corporal, as atitudes, o silêncio e o vestuário são tão importantes quanto a comunicação verbal. "O professor não é um animador de auditório, mas deve ser um bom comunicador", diz Thelma Rodrigues dos Santos, professora e atriz graduada em Artes Cênicas. Quando participou de um curso para desenvolver a criatividade em sala de aula, Thelma percebeu que seus colegas tinham um certo bloqueio para participar das atividades. "A partir dessa dificuldade notada entre os professores, comecei a pensar no que poderia contribuir para melhorar a comunicação desses profissionais e idealizei o curso "Professor, o ator da sala de aula". Essa capacitação para educadores é realizada em parceria com o Instituto Brasileiro de Estudos Pessoais e Profissionais – IBEPP.

Segundo Thelma, o primeiro passo é o conhecimento de si próprio e a aceitação do seu corpo. Ela explica que geralmente na infância, os pais chamam a atenção das crianças usando termos como “fique quieto”, “não faça isso”, “não faça aquilo”. Inconscientemente, essas crianças, quando adultas, ficam bloqueadas. “Daí as pessoas dizem que não sabem porque ficam tensas diante de outras pessoas”. A partir do momento que o professor conseguir se expressar melhor e usar o corpo como ferramenta, será beneficiado não só no seu trabalho, mas também na sua vida pessoal. "Ele vai aliviar as tensões, vai ficar mais espontâneo e terá maior domínio de suas ações", diz Thelma.

Conhecendo o seu público
Como os palestrantes, que antes de iniciar o discurso procuram conhecer o público para o qual irão falar, os professores também precisam saber qual é o universo de seus alunos. É importante conhecer hábitos, manias, gostos e o perfil da turma para se comunicar melhor com ela. No livro A Magia da Comunicação, o médico e palestrante Dr. Lair Ribeiro afirma que cada estudante tem uma maneira diferente de prestar atenção na aula. Para os alunos que percebem mais o movimento, o professor precisa andar de um lado para o outro da sala e fazer com que eles participem da aula. Alguns alunos prestam mais atenção nos sons, então o educador tem de alternar o ritmo e o tom da fala e se expressar claramente. E para aqueles que são visuais, o professor tem de usar o quadro, apresentar slides e gesticular. “Os melhores professores são aqueles que usam as três linguagens na comunicação com os alunos”, diz Lair Ribeiro.

Melhore o seu poder de comunicação em sala de aula Você pode buscar recursos como aulas de dança, teatro e outras atividades corporais para melhorar a sua comunicação, mas pode também começar a tomar simples atitudes que irão ajudá-lo. A professora e atriz Thelma Rodrigues dos Santos, em parceria com o diretor teatral Zauri Duarte de Liz Júnior, elaborou algumas dicas para ajudar os professores a se comunicarem melhor com seu público-alvo: os alunos. Leia com atenção e coloque-as em prática:


Caminhe com serenidade e determinação. Sua atitude confiante inspira respeito e credibilidade.

Mantenha sua coluna ereta. Você ficará mais elegante e sua voz sairá com mais clareza.

As mãos devem ficar ao longo do corpo ou descansadas acima da linha da cintura, para estarem mais próximas do gesto. Não fique brincando com objetos.

Mantenha um ritmo em seu movimento: movimente-se, pare, fale, movimente-se.

Quando for ler algo, olhe 50% do tempo para o papel e 50% para os ouvintes. Neste caso, a sua voz, gestos, e fisionomia devem ser mais expressivos para que a atenção dos alunos não disperse.

Olhe para os alunos. O contato visual é muito importante. Passeie o olhar, olhando para todos. Olhe nos olhos dos alunos e não para a testa ou por sobre as cabeças.

A face deve transmitir interesse, simpatia, entusiasmo e alegria.

Os olhos devem estar impregnados de sentimentos e emoção. O que você fala deve ser transmitido através deles.

Sorria sempre, mas com o coração. O sorriso abre espaço para a amizade e a fisionomia alegre contagia o ambiente. Quando você sorri, está dando liberdade para seus alunos sorrirem também.

Quando há grande distância entre o professor e a última fila da sala de aula, a movimentação e os gestos devem ser mais amplos.

Busque a expressividade. Quanto mais expressivo o professor, maior o carisma.

Seja bem humorado. Um toque de humor deixa o ambiente menos formal e cativa os alunos. Quando o professor "brinca", os alunos relaxam e se sentem mais próximos, gerando uma atmosfera amistosa.



Colaborou nesta matéria: Karen Jardzwski




http://www.profissaomestre.com.br/php/verMateria.php?cod=1447
Didática

Métodos de Alfabetização
Rubens Portugal

De vez em quando, penso como eu gostaria que me vissem: eu gostaria que me vissem como alguém que procura descobrir a causa da causa da causa. Assim, se alguém inventar de me dar algum presente, já sabe o que eu mais aprecio...

Isso vem a propósito da polêmica da alfabetização. Corri e comprei a terceira e última edição do livro do Capovilla, “Alfabetização, método fônico”. (Memnon Edições Científicas). Mergulhei e senti que a discussão está aquecida para além da temperatura razoável.

Na sétima página da apresentação, o leitor fica sabendo que há três contendores na arena: o antigo método alfabético-silábico (o avô do método fônico), o método construtivista (Emília Ferreiro) e o método fônico. Neste momento da batalha, os defensores do método fônico afirmam que o fracasso brasileiro é culpa dos construtivistas.

Investigação
Procurando as causas das causas das causas, vejo diversas causas para o nosso fracasso no processo de alfabetização. Não dá, portanto, para atribuir toda a catástrofe aos construtivistas.

Há oitenta ou cem anos atrás, os brasileiros eram muito melhor alfabetizados do que agora? Sim. Em 1920, o Estado de São Paulo – que tinha a melhor educação pública – só atendia 28% da demanda. Essa minoria (muito bem alfabetizada) tinha como professores pessoas das classes letradas que educavam crianças oriundas também das classes letradas. O método provavelmente era o da velha cartilha, que adotava o avô do fônico, ou seja, o método alfabético-silábico. “Provavelmente”, repito, porque ninguém pode ter certeza de qual método estavam empregando em 1906, por exemplo. É possível que cada alfabetizador tivesse lá os seus segredos.

Dentre as muitas causas está justamente uma das poucas vitórias que podemos alardear agora, em 2006: há vagas para todas as crianças. É preciso lembrar que em 1981 tínhamos sete milhões de crianças que nem chegavam perto de qualquer tipo de escola. Isso foi há 25 anos. E, naquele mesmo ano, a Unesco se espantou porque não tínhamos pré-escola. Então, nestes últimos 25 anos só pudemos cuidar da quantidade de vagas. Um notável esforço quantitativo, e não qualitativo, porque não seria possível trocar o pneu do ônibus em movimento.

O método construtivista – de verdade – deve ter sido adotado em poucas escolas, principalmente particulares, pois são as que conseguem fazer experimentos duradouros, com continuidade.

Muito antes de se ouvir falar em Emília Ferreiro, já se estava pregando, no Brasil, a alfabetização que deveria partir de parágrafos complexos e completos, alegando que as crianças seriam possuídas pelo sentido do texto antes de tentar decifrar o código das letras. Essa foi mais uma das causas das causas. E isso não se chamava construtivismo. Dizia-se que ensinar vogal por vogal era coisa muito medíocre, anacrônica.

Qual a causa mais culpada?
Talvez a presunção de querer ser moderno sem antes preparar professores para essa missão tão importante. Talvez. Mas penso que ninguém está em condições de afirmar nada de forma definitiva ou radical, pois esse é um daqueles fenômenos que têm muitas e fugidias causas.

Conhecendo e trabalhando com professores alfabetizadores, raramente encontrei algum que fosse realmente profundo conhecedor do construtivismo. Discursos, sim, encontrei muitos. Sem fundamento. Por isso, não penso que podemos culpar nenhuma das correntes, estilos, métodos. Quando a porta da sala de aula se fecha, ninguém sabe qual o método que será usado. Provavelmente, é aquele com que a alfabetizadora foi alfabetizada. Só se minha avó era construtivista.


É doutor em Planejamento e Aplicações Militares, professor do curso de pós-graduação em Gestão de Assuntos Públicos da PUC–PR, consultor, palestrante e pesquisador.


www.profissaomestre.com.br
Atividades, jogos, brincadeiras



- Músicas de recreação

- Dinâmicas de Grupo

- Jogos Infantis

- Histórias Infantis




Muito mais conteúdo em:

Http://wata-eh-legal.blogspot.com




ACABAR COM O ABORRECIMENTO


Para acabar com o aborrecimento

Vamos fazer um simples movimento.

Para acabar com o aborrecimento

Vamos fazer um simples movimento.

- com a mão,

- com a mão, com a outra.

- com a mão, com a outra, com o pé...


CASA, A

Era uma casa muito engraçada

Não tinha teto, não tinha nada.

Ninguém podia entrar nela, não!

Porque na casa não tinha chão.

Ninguém podia fazer pipi,

Porque pinico não tinha ali.

Ninguém podia dormir na rede

Porque na casa não tinha parede

Mas era feita com muito esmero

Na rua dos bobos

Numero zero.


FUI AO TORORÓ

Fui ao tororó

Beber água e não achei

Achei bela morena

Que no tororó deixei.

Aproveita minha gente

Que uma noite não é nada

Quem não dormir agora

Dormirá de madrugada.

Ó dona maria

Ó mariazinha

Entrarás na roda

Ou ficarás sozinha.

Sozinha eu não fico

Nem hei de ficar

Porque tenho o paulinho

Para ser meu par.

Deita aqui no meu colinho

deita aqui no colo meu

E depois não vá dizer

Que você se arrependeu.

Eu passei por uma porta

Seu cachorro me mordeu

Não foi nada, não foi nada,

Quem sentiu a dor fui eu.


Mais música você acha em http://wata-eh-legal.blogspot.com/search/label/m%C3%BAsicas


Passando moeda
Objetivos:
Trabalho em equipe, cooperação, superar metas, estratégia e organização.

Procedimentos:
- Os participantes deverão formar um grande círculo e voltados para o centro.
- O instrutor informa que o objetivo do jogo é cada participante passar uma moeda por dentro da roupa no menor tempo possível.
- O importante é que todos passem a moeda começando da camiseta, deixando a moeda escorregar até a boca da calça.
- O instrutor entraga a moeda para um participante que inicia a passagem da moeda por dentro de sua roupa. Depois que a concluído, ou seja, a moeda cair no chão, o próximo participante pegará a moeda e passará por dentro de sua roupa. A atividade termina quando todos os particpantes tiverem passado a moeda por dentro de suas roupas.
- O instrutor contará o tempo de início e término comparando as performances.



Troca Toca e Troca Coelho
Paola tem essa que é para sensibilizar as pessoas de serem excluídas. No final da dinâmica pergunte a sensação das pessoas que ficaram sem toca ou de não serem escolhidas.


- Os participantes formam grupos de 3 pessoas e 1 pessoa deverá sobrar.
- 2 pessoas erguem os braços, juntando as suas mãos, formando o telhado da toca do coelho e a terceira pessoa representará o coelho que deverá ficar dentro da toca, formado pelas 2 pessoas.
- A regra do jogo é o seguinte: Quando dado a ordem: “Troca Coelho” – os coelhos deverão trocar de toca com outros coelhos(as tocas não poderão sair do lugar). Quando for “Troca Toca” – as tocas deverão trocar de lugar, acolhendo outros coelhos(os coelhos não deverão sair do lugar).
- A pessoa que sobrou será responsável em dar as ordens para os coelhos ou para as tocas.


Quer mais dinâmicas? Procure em http://wata-eh-legal.blogspot.com/search/label/din%C3%A2micas%20de%20grupo


AMIGO OU AMIGA?: - (CALMO)

Desenvolvimento: Jogadores espalhados à vontade pela sala. Provisoriamente, sairá um. Os outros escolherão, para figurar no jogo, um objeto

qualquer: mesa, caneta, etc. Será chamado o que estiver ausente.

- Amigo ou amiga? Perguntará ele.

- Amiga, dirão os outros (se o objeto for do gênero feminino).

Em seguida, irá indagando de um a um:

- Como gosta?

As respostas irão sendo dadas à vontade, evitando repetição: oval, comprida, escura, etc.

Se, com algumas destas respostas, conseguir adivinhar, escolherá um colega para substituí-lo. Caso contrário retornará ao primeiro, prosseguindo:

- Para que serve?

Irão respondendo de acordo com a utilidade do objeto. Se ainda não descobrir, dará nova volta, indagando:

- Como quer?

Prosseguirá o jogo do mesmo modo. O adivinhador terá direito de citar 3 objetos. Quando descobrir, será substituído pelo que designar.

ATENÇÃO! CONCENTRAÇÃO!: - (CALMO)

Formação: Em círculo, sentados na sala de aula ou à vontade.

Desenvolvimento: Ao iniciar o jogo, todos dirão: “__ Atenção! Concentração!” Logo em seguida baterão palmas 3 vezes.

“__ Atenção” – 3 palmas

“__ Concentração” _ 3 palmas

“__ Diga o nome” _ 3 palmas

“__ Nome de” _ 3 palmas

A seguir o professor ou uma criança por ele indicada falará e os demais baterão palmas da seguinte maneira:

“__ Uma fruta” _ 3 palmas

“__ Que você” _ 3 palmas

“__ Mais gosta” _ 3 palmas

Logo após da ordem indicada pelo professor cada criança dirá o nome de uma fruta e baterá 3 palmas, que será acompanhada por todo o grupo.

Depois de todos os alunos tiverem dito o nome de uma fruta, o professor ou outro aluno, sem intercessão, continua a brincadeira, dando nova ordem.

Poderão ser lembrados: nomes de cidades, bairros, países, acidentes geográficos, vultos históricos, compositores, artistas, etc. Pagarão prendas os que

errarem.


PIRULITO QUE BATE – BATE: - (CALMO)

Formação: Crianças em par, uma de frente para outra.

Desenvolvimento: Começam a cantar a música, batendo com as palmas das mãos seguindo o ritmo da música. Enquanto que uma bate com a mão

esquerda outra bate com a direita e vice versa.

LETRA: Pirulito que bate – bate

Pirulito que já bateu

Quem gosta de mim é ele

Quem gosta dele sou eu


TIRO AO ALVO: - (CALMO)

Material: 1 moeda.

Preparação: Alvo desenhado no chão. Crianças divididas em duas equipes.

Desenvolvimento: Virão as crianças, uma após outra, jogarão a moeda no alvo desenhado e contarão os pontos obtidos de acordo com o número

marcado no espaço onde parar a moeda. Assim procederá todo o grupo, adicionando na segunda vez que jogar os pontos alcançados anteriormente.

Caso caia em cima das linhas não haverá nada a adicionar.

Vitória: Será vencedor quem conseguir maior número de pontos.



Quer mais jogos? Aqui tem mais! http://wata-eh-legal.blogspot.com/search/label/jogos
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¨¨¨¨/¨¨\¨¨ /¨|' Com o suave perfume e o colorido
¨¨¨/¨¨¨.'-- ;_ / das flores, unidos a delicadeza e
¨¨¨\¨` \ a proteção de um Anjinho
¨¨/ | `-.___. ¨/ desejo que sua semana
^^`--`-----'`--`seja Abençoada! Bjus
ﻣﻷﱞଂﺓﻐﻬﻲﻳﻲﻬﻐﺓଂﱞﻷﻣﻷﱞଂﺓﻐﻬﻲﻳﻲﻬﻐﺓଂﱞﻷﻣﻷﱞଂﺓﻐﻬﻲ ﻳﻲﻬﻐﺓଂﱞﻷﻣ
Maria Montessori,

fisioterapeuta e educadora, desenvolveu na Itália em 1907, um sistema educacional e materiais didáticos com objetivo de despertar um interesse espontâneo na criança, obtendo uma concentração natural nas tarefas, para não cansar e não chateá-la.
O método tem sua originalidade no fato das crianças ficarem livres para movimentarem-se pela sala de aula, utilizando os materiais em um ambiente propício à auto-educação. A manipulação destes materiais em seus
aspectos multi-sensoriais é um fator primordial para o aprendizado da linguagem, matemática, ciências e práticade vida.
O aprendizado da leitura e da escrita se inicia mais cedo, com crianças antes da idade de 05 anos. Os agrupamentos não seguem rígidas delimitações de idade, juntando-se crianças de faixas etárias diferentes, em até três anos. O professor assume um papel de observador e propulsionador dos fatores da aprendizagem.
A aprendizagem auto motivada e individualizada, é a essência do método,que procura desenvolver a auto disciplina e a auto confiança.
Encontramos atualmente muitas escolas montessorianas, principalmente para as crianças de educação infantil e as quatro primeiras séries do ensino fundamental.

http://www.acasadapedra.com.br/didaticaA.html
OS NÍVEIS DA ALFABETIZAÇÃO

PRIMEIRO NÍVEL → PRÉ-SILÁBICO I

NESSE NÍVEL O ALUNO PENSA QUE SE ESCREVE COM DESENHOS. AS LETRAS NÃO QUEREM DIZER NADA PARA ELE. A PROFESSORA PEDE QUE ELE ESCREVA "BOLA", POR EXEMPLO, E ELE DESENHA UMA BOLA.

SEGUNDO NÍVEL → PRÉ-SILÁBICO II

O ALUNO JÁ SABE QUE NÃO SE ESCREVE COM DESENHOS. ELE JÁ USA LETRAS OU, SE NÃO CONHECE NENHUMA, USA ALGUM TIPO DE SINAL OU RABISCO QUE LEMBRE LETRAS.NESSE NÍVEL O ALUNO AINDA NEM DESCONFIA QUE AS LETRAS POSSAM TER QUALQUER RELAÇÃO COM OS SONS DA FALA. ELE SÓ SABE QUE SE ESCREVE COM SÍMBOLOS, MAS NÃO RELACIONA ESSES SÍMBOLOS COM A LÍNGUA ORAL. ACHA QUE COISAS GRANDES DEVEM TER NOMES COM MUITAS LETRAS E COISAS PEQUENAS DEVEM TER NOMES COM POUCAS LETRAS. ACREDITA QUE PARA QUE UMA ESCRITA POSSA SER LIDA DEVE TER PELO MENOS TRÊS SÍMBOLOS. CASO CONTRÁRIO, PARA ELE, “NÃO É PALAVRA, É PURA LETRA”.

TERCEIRO NÍVEL → SILÁBICO

O ALUNO DESCOBRIU QUE AS LETRAS REPRESENTAM OS SONS DA FALA, MAS PENSA QUE CADA LETRA É UMA SÍLABA ORAL. SE ALGUÉM LHE PERGUNTA QUANTAS LETRAS É PRECISO PARA ESCREVER “CABEÇA”, POR EXEMPLO, ELE REPETE A PALAVRA PARA SI MESMO, DEVAGAR, CONTANDO AS SÍLABAS ORAIS E RESPONDE: TRÊS, UMA PARA “CA”, UMA PARA “BE” E UMA PARA “ÇA”.

QUARTO NÍVEL → ALFABÉTICO

O ALUNO COMPREENDEU COMO SE ESCREVE USANDO AS LETRAS DO ALFABETO. DESCOBRIU QUE CADA LETRA REPRESENTA UM SOM DA FALA E QUE É PRECISO JUNTÁ-LAS DE UM JEITO QUE FORMEM SÍLABAS DE PALAVRAS DE NOSSA LÍNGUA.

Agora cabe a você professor(a), procurar ser o melhor para seus "alunos", pois é de suma importância proporcionar diversas formas de ensinar, beijosss: Nayara

terça-feira, 23 de setembro de 2008


Uma Análise da Brincadeira Antes e Agora


Autora Klenya Pinheiro Gurgel de Freitas Co-autora Leonya Pinheiro de Macedo Orientação Keila Barreto
Resumo


Este trabalho objetiva destacar a importância pedagógica do lúdico na Educação Infantil, embasado na perspectiva sociocultural, abordando a brincadeira como instrumento facilitador da aprendizagem, ressaltando o brincar como uma forma prazerosa, no qual as crianças interagem com o mundo e fazem suas próprias descobertas. Para a compreensão dessa perspectiva, assim como para obtermos o conhecimento acerca da superação do lúdico ao longo da história da infância, fazendo-se entender as dificuldades encontradas no decorrer dos anos, destacamos um breve relato histórico da brincadeira. Utilizamos o procedimento da pesquisa qualitativa, com um embasamento teórico, focando alguns principais autores, como Gisela Wajskop e Juan Antonio Moreno Murcia. Para se obter resultados satisfatórios na educação das crianças, é necessário entender os conceitos de criança e de lúdico: somente assim seremos capazes de proporcionar um aprendizado significativo para as crianças.
Palavras-chave: Lúdico, Educação Infantil, Criança.
1 INTRODUÇÃO
O referente trabalho é um capítulo da monografia da autora Klenya Pinheiro Gurgel de Freitas para a obtenção do grau em pedagogia na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, que tem como título Ser criança é ser lúdico: uma reflexão sobre a importância pedagógica na faixa etária de dois a três anos. Este artigo trata do desenvolvimento da brincadeira infantil ao longo da história e da perspectiva sociocultural. O objetivo é compreendermos o reconhecimento do ato de brincar como uma prática social, buscando conhecer a história da brincadeira, já que estamos cientes de que a criança que brinca atualmente é diferente da que brincava em tempos passados, pois, durante muito tempo, não lhe foi concedido um espaço para a infância nem, muito menos, respeitadas as suas necessidades educacionais específicas. O brincar foi marginalizado pela sociedade até o momento em que as crianças foram diferenciadas dos adultos. Buscando compreender a importância do tema da história da brincadeira, pesquisamos a origem e o percurso do brincar ao longo dos tempos. O interesse pelo tema surge da nossa admiração pela maneira como as crianças brincam e a fim de propormos um aprendizado prazeroso para elas. Desenvolvemos muitos estudos acerca do tema em questão e buscamos soluções para melhorar o ensino das crianças, especificamente na faixa etária com que trabalhávamos.
2 A BRINCADEIRA ANTES E AGORA
2.1 Histórico da Brincadeira Vinculada à Educação
Atualmente, quando pensamos na infância, nos lembramos do jogo, do faz-de-conta e de tudo aquilo que enriquece a imaginação da criança. Consideramos principalmente que a criança é um ser lúdico e que brinca para interagir com o meio em que vive. Porém, se observarmos a história da brincadeira, perceberemos que nem sempre foi esse o pensamento que norteou a sociedade, embora as crianças sempre tenham demonstrado interesse pelo brincar. Wajskop (1999) afirma que, durante muito tempo, a infância não tinha o seu próprio espaço social e, dessa forma, as crianças não eram vistas como seres que necessitavam de cuidados próprios e de uma educação voltada inteiramente para elas.
Wajskop (1999) acrescenta ainda que, na época que antecede à sociedade industrial, o período da infância limitava-se apenas à mais tenra idade, quando a criança necessitava dos cuidados básicos essenciais à sua sobrevivência. Tendo suas condições físicas garantidas, a criança passava então a dividir o mesmo espaço social com os adultos, entre jogos e brincadeiras, sob o pretexto de uma melhor socialização.
Durante muito tempo, o brincar foi visto apenas como uma recreação ou um momento em que se livrava a criança das preocupações do mundo adulto. É com esse pensamento que o Romantismo considera que a criança é um ser frágil e rico em pureza, e, dessa forma, a brincadeira passa a ter o papel de resguardar a inocência infantil. No entanto, a natureza desse pequeno ser não era prioritária, e a sua espontaneidade era ignorada, pois não lhe era atribuída uma singularidade, ou seja, não se respeitavam os aspectos particulares dessa fase em que se fundamenta a base da educação humana. Segundo Wajskop (1999, p.19),
[...] é apenas com a ruptura do pensamento romântico que a valorização da brincadeira ganha espaço na educação das crianças pequenas. Anteriormente, a brincadeira era geralmente considerada como fuga ou recreação, e a imagem social da infância não permitia a aceitação de um comportamento infantil, espontâneo, que pudesse significar algum valor em si.
Somente com o rompimento do pensamento romântico é que é atribuído um valor social à brincadeira infantil. Portanto, esta passa a ser vista não somente como uma proteção para a criança, mas também como uma forma de ser reconhecido um espaço social. Wajskop (1999) cita que, a partir dos trabalhos de Comenius (1593), Rousseau (1712) e Pestalozzi (1746), as brincadeiras, de uma maneira geral, passam a ser incluídas na educação das crianças, e a diversão e os brinquedos surgem como forma de protegê-las dos conflitos sociais.
Consideramos, então, que esse foi o primeiro passo para que a educação das crianças fosse vista de forma diferenciada, já que se unia, de certa forma, a brincadeira à educação, ou seja, a necessidade que a criança tem de brincar passava a ser respeitada pela sociedade e vista como uma possibilidade de educá-la. No entanto, a sociedade determinava o que as crianças se tornariam a partir da educação, e isso nos leva a perceber que a educação não as deixava livres para escolhas.
Nesse sentido, Wajskop (1999, p. 21) afirma que
A criança passou a ser, a partir dessa época, cidadã com imagem social contraditória, uma vez que ela era, ao mesmo tempo, o reflexo do que o adulto e a sociedade queriam que ela fosse e do que temiam que ela se tornasse. As crianças eram vistas, ao mesmo tempo, livres para se desenvolver e educadas para não exercerem sua liberdade.
Com a inserção da mulher no mercado de trabalho, surgem novas questões relacionadas ao cuidado e à educação das crianças pequenas. A partir daí, apontam-se soluções educacionais alternativas. Tratava-se, portanto, da existência de uma educação voltada para o desenvolvimento infantil.
Ainda segundo Wajskop (1999), alguns pedagogos, como Frederich Fröebel (1782–1852), Maria Montessori (1870–1909) e Ovide Decroly (1871–1932), influenciados pela filosofia de sua época, romperam com a educação tradicionalista e contribuíram para uma educação própria para as crianças pequenas. Todos eles identificavam as crianças como seres que possuem um desenvolvimento próprio e que precisam experimentar o mundo, por isso buscavam proporcionar-lhes uma educação sensorial. As idéias desses pedagogos fizeram ser atribuída, à infância, tanto no Brasil como nos outros países, uma categoria social distinta da dos adultos, a partir da brincadeira.
Wajskop (1999, p. 22), referindo-se ainda aos três educadores, afirma que “Fröebel, Montessori e Decroly contribuíram, e muito, para a superação de uma concepção tradicionalista de ensino, inaugurando um período histórico no qual as crianças passaram a ser respeitadas e compreendidas enquanto seres ativos”.
Segundo Wajskop (1999), ainda nos anos 1970 os pensamentos desses autores, através do movimento da Escola Nova, influenciaram a educação brasileira. Os materiais didáticos, porém passaram a ser utilizados aleatoriamente, pois não eram vinculados aos processos cognitivos. Tratava-se de uma nova visão da educação, o que leva um determinado tempo para ser interpretado corretamente. Mas, atualmente, devemos compreender que as idéias desses pedagogos sobre a utilização de jogos e materiais didáticos devem ser postas em prática dentro de um contexto, para que as crianças possam atribuir um significado ao que lhes está sendo ensinado.
Apesar da grande contribuição que os materiais didáticos, em geral, proporcionam para a educação infantil, os professores não devem se limitar ao seu uso, sob pena de estarem diminuindo as habilidades da criatividade e da imaginação das crianças, impedindo-as de possuírem autonomia com relação à brincadeira.
De acordo com Wajskop (1999, p. 23),
[...] a maioria das escolas tem didatizado a atividade lúdica das crianças, restringindo-a a exercícios repetidos de discriminação visual, motora e auditiva, através do uso de brinquedos, desenhos coloridos e mimeografados e músicas ritmadas. Ao azer isso, ao mesmo tempo que bloqueiam a organização independente das crianças para a brincadeira, essas práticas pré-escolares, através do trabalho lúdico didatizado, infantilizam os alunos, como se sua ação simbólica servisse apenas para exercitar e facilitar (para o professor) a transmissão de determinada visão de mundo, definida a priori pela escola.
Com a política de privação cultural do Brasil, as pré-escolas da rede pública passam a crer que os jogos e materiais didáticos devem ser utilizados pelos professores exacerbadamente, com a justificativa de que, com eles, as crianças ficam aptas cognitivamente para futuramente aprender a ler e a escrever. Sobre isso, Wajskop (1999, p. 25) afirma ainda: “Como atividade controlada pelo professor, a brincadeira aparecia como um elemento de sedução oferecido à criança”. Podemos compreender, a partir dessa afirmação, que a brincadeira era somente utilizada para garantir a transmissão do conteúdo e que, para tal fim, se tornaria um meio atrativo para a criança. Algumas creches e pré-escolas atuais ainda encaram o lúdico dessa forma.
No decorrer da história da brincadeira, podemos perceber que ainda há muito o que se fazer pela educação para que os professores e a escola em geral possam compreender que a brincadeira não é apenas um mecanismo incentivador da educação, mas também um meio de se compreender o desenvolvimento da criança como um todo. A criança deve ter liberdade de escolher o tema da brincadeira, assim como estabelecer regras e sugerir temas a serem desenvolvidos. Dessa forma, estamos falando da brincadeira vinculada à educação para ter sentido para as crianças, tornando-as agentes da construção do seu próprio conhecimento.
A criança que brinca pode adentrar o mundo do trabalho pela via da representação e da experimentação; o espaço da instituição deve ser um espaço de vida e interação, e os materiais fornecidos para as crianças podem ser uma das variáveis fundamentais que auxiliam a construir e a apropriar-se do conhecimento universal (WAJSKOP, 1999, p. 27).
Nas últimas décadas, a brincadeira vem sendo discutida e referendada pela perspectiva sociocultural, a qual estabelece que a brincadeira é uma forma de a criança conhecer a realidade interagindo com o meio em que vive e que, a partir daí, pode-se concretizar um vínculo com a educação. Essa concepção ainda amedronta parte dos educadores no Brasil, já que a formação a que eles tiveram acesso no curso de magistério não os preparou para compreender a função da brincadeira para o desenvolvimento infantil. No entanto, não podemos desistir da valorização desse recurso pedagógico e de seu uso correto por parte dos educadores na pré-escola atual.
Compreendida dessa forma, a brincadeira infantil passa a ter uma importância fundamental na perspectiva do trabalho pré-escolar, tendo em vista a criança como sujeito histórico e social. Se a brincadeira é, efetivamente, uma necessidade de organização infantil ao mesmo tempo que é o espaço de interação das crianças, quando estas podem estar pensando/imaginando/vivendo suas relações familiares, as relações de trabalho, a língua, a fala, o corpo, a escrita, para citar alguns dos temas mais importantes, então esta brincadeira se transforma em fator educativo se, no processo pedagógico, for utilizada pela criança para sua organização e seu trabalho (WAJSKOP, 1999, p. 36).
A brincadeira é uma experiência livre para a criança e deve ser vivenciada da melhor forma possível, pois é por ela e através dela que a criança desperta suas habilidades mais precisas para um bom desenvolvimento, que a conduzirá durante toda a sua vida. Todos os educadores devem conhecer a brincadeira sob uma perspectiva sociocultural, para, assim, compreender os benefícios que as contribuições possibilitam à Educação Infantil.
A ludicidade, em seu contexto geral, deve ser considerada coerente, tanto em relação à criança como ao adulto, pois ela envolve todas as capacidades da criança, demonstrando, através do brincar, a personalidade dela. Trata-se de descobrir a si e ao mundo pelo simples ato de brincar, pois, demonstrando ação e imaginação, a criança se motiva a alcançar seus objetivos.
2.2 A Brincadeira na Perspectiva Sociocultural
A perspectiva sociocultural aborda a brincadeira como sendo uma atividade que auxilia a criança a entender as experiências que os adultos vivenciam. Partindo dela, podemos estabelecer um importante papel do brincar para a educação, pois elas dependem, em grande parte, das relações sociais estabelecidas pelos adultos da instituição escolar em que estão inseridas. A brincadeira favorece a interação sociocultural das crianças dentro e fora da escola, mas aqui nos deteremos no âmbito escolar, entendendo-a como facilitadora para o ensino–aprendizagem. Como afirma Murcia (2005, p. 47):
Jogar ou brincar resulta no útil crescimento da personalidade infantil, porque, em seu contexto, tomam-se decisões, abordam-se situações problemáticas e se elaboram estratégias de ações frente a elas. A brincadeira é representação-reconstrução dos de dentro e dos de fora do grupo e obriga os participantes a procurarem soluções em função dos interesses do grupo. Todos têm de entrar em acordo com outras pessoas que experimentam e refletem diversas formas de relação emotiva, percepção e valorização das situações.
Partindo do pensamento acima citado, podemos perceber que a perspectiva sociocultural acredita que é por meio da brincadeira e à medida que crescem que as crianças estabelecem uma comunicação e uma socialização com os demais. É através de atividades livres e dinâmicas, envoltas pela ludicidade, que se pode desenvolver na criança a capacidade da cooperação.
A brincadeira infantil pode ser interpretada partindo dessa concepção, como sendo o ofício da criança, assim como é o trabalho para o adulto, uma vez que ela proporciona melhorias na vida da criança. Portanto, podemos entendê-la como uma atividade livre, que deixa a criança agir sem sentir-se pressionada.
Durante a brincadeira, a criança deve sentir-se à vontade para decidir o que lhe é conveniente ou não, pois ela é o principal sujeito da ação; por isso, ao levarmos em consideração que a brincadeira deve associar-se à educação infantil, devemos ter a sensibilidade para compreender que a criança deve ser respeitada acima de tudo, em todos os seus aspectos, principalmente em suas decisões. Referindo-se à brincadeira, Wajskop (1999, p. 31) acrescenta: “A garantia do espaço na pré-escola é a garantia de uma possibilidade de educação da criança em uma perspectiva criadora, voluntária e consciente”.
Assim, a brincadeira infantil passa a ser o mundo da criança, pois este quase sempre é ressignificado pelo lúdico. Wajskop (1999) considera que a cultura infantil se baseia na cultura adulta, transformada no brincar, para uma melhor compreensão por parte das crianças. Sob essa abordagem, a brincadeira infantil deve ocupar um importante papel na pré-escola, encarando-se a criança como um sujeito sociocultural, agente construtor do seu próprio conhecimento. O lúdico associado às necessidades pedagógicas da criança constitui toda a organização física e psíquica da criança.
Essa perspectiva aborda a importância do adulto — seja na família, seja na instituição escolar — como um forte elo entre as crianças e os objetos, para que elas possam experimentar novas vivências. Ele é, então, um mediador do conhecimento infantil, atento às questões das crianças, para ajudá-las a compreender o mundo em que vivem. Assim, professores e pais devem ficar atentos para que a rotina das crianças, principalmente em sala de aula, esteja associada ao lúdico e para que elas sintam-se à vontade para brincar de forma livre e espontânea. Também devem observar se a escola da criança disponibiliza um espaço rico em materiais variados, os quais, muitas vezes, podem ser confeccionados e organizados em conjunto, para que ela possa brincar como achar melhor. O momento da conversa também é de fundamental importância, portanto o adulto deve manter um diálogo rico em questionamentos a respeito das brincadeiras realizadas no ambiente escolar.
A brincadeira, de forma geral, deve ser incluída em todos os currículos das instituições que lidam com a educação infantil, pois, sob a luz da perspectiva sociocultural, essa é uma maneira de se fazer valer todo o potencial que o lúdico proporciona ao desenvolvimento infantil. O professor também deve ser bem preparado em sua formação para utilizar o lúdico diariamente com as crianças, mantendo um vínculo entre o aprendizado e a diversão.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Neste trabalho, apontamos a perspectiva sociocultural por esta entender o lúdico, de forma geral, como sendo a maneira mais propícia de se possibilitar à criança um convívio com os demais. (A partir dessa perspectiva, a criança é considerada um ser que constrói seu próprio conhecimento, e o meio é apenas o agente facilitador dessa aprendizagem.) Consideramos que o conhecimento acerca do histórico da brincadeira é fundamental para a compreensão do percurso do ato de brincar ao longo dos tempos, podendo proporcionar aos educadores uma comparação da brincadeira antes e atualmente, principalmente tomando por base a perspectiva sociocultural. Acreditamos na importância pedagógica do lúdico e ressaltamos ser necessário que todos os educadores tenham essa concepção, para que possam contribuir efetivamente com o aprendizado das crianças, tornando-se mediadores do conhecimento infantil.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BARROS, Aidil Jesus da Silveira; LEHFELD, Neide Aparecida de Souza. Fundamentos de Metodologia Científica: um Guia para a Iniciação Científica. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2000. BRENELLI, Rosely Palermo. O Jogo como Espaço para Pensar: a Construção de Noções Lógicas e Aritméticas. Campinas: Papirus, 1996. BROUGÈRE, Gilles. Jogo e Educação. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998. FONTANA, Roseli; CRUZ, Nazaré. Psicologia e Trabalho Pedagógico. São Paulo: Atual, 1997. KISHIMOTO, Tizuko Morchida (Org.), et al. Jogo, Brinquedo, Brincadeira e a Educação. 3. ed. São Paulo: Cortez, 1999. MURCIA, Juan Antonio Moreno (Org.), et al. Aprendizagem Através do Jogo. Porto Alegre: Artmed, 2005. SANTOS, Santa Marli Pires dos (Org.), et al. Brinquedoteca: a criança, o adulto e o lúdico. Petrópolis: Vozes, 2000. WAJSKOP, Gisela. Brincar na Escola. 3. ed. São

domingo, 31 de agosto de 2008

O PERÍODO DE ASSIMILAÇÃO MAIS INTENSIVO NO PROCESSO DE APRENDIZADO.
Angela Cristina Munhoz Maluf
Pesquisas feitas sobre o processo de aprendizado informam que o período de assimilação mais intensivo de todo o ser humano corresponde ao espaço de tempo de seu nascimento até a idade de sete anos.
Nesta faixa etária as crianças no mundo atual, já tiveram muitas experiências e estão aptas para falarem sobre elas. Buscam conhecimentos. Possuem admiração pelo mundo que as cerca.
Como educadores temos oportunidades especiais de afetarmos e influenciarmos suas vidas, porém o papel insubstituível dos pais é preponderante, pois cada criança necessita sentir que é amada
.
O nível de seu respeito próprio afeta todos os outros aspectos de sua vida. Quase todas as outras necessidades passam a ser secundárias.
Os sentimentos positivos para consigo mesma desenvolvem-se em sua maior parte, a partir de amizades e experiências de relacionamentos com pessoas importantes em sua vida, tais como seus amigos, familiares, vizinhos e professores.
Temos que nos lembrar de pequenas coisas que fazem grande diferença para crianças e jovens.
Cada criança ou jovem, possuem três necessidades importantes que devemos atender:

1) Necessitam amar e serem amados;
2) Necessitam sentir-se importante onde quer que estejam;
3) Necessitam contribuir de modo bem sucedido para com todos que os cercam.

A criança ou jovem não pode sentir-se inadequados ou sem valor, diante dos erros que cometem durante seu aprendizado.
Se eles se sentirem rejeitados ou acharem que ninguém os ouvem, aprenderam a rejeitar-se e a não gostarem de si mesmos. Não escutando comentários positivos e não enxergando atitudes positivas em relação a si mesmos, começaram a chamarem à atenção de outras maneiras e, freqüentemente, terão comportamentos inadequados.
Precisamos esperar o melhor de crianças e jovens. Temos que elogiá-los por suas ações positivas e ignorarmos os problemas de menor importância, procurando sempre edificar seu senso de respeito próprio. Eles aprenderão a maneira mais efetiva de resolverem seus conflitos e suas personalidades se desenvolverão. Com certeza estarão mais ajustados e felizes no futuro.
http://www.psicopedagogia.com.br/opiniao/opiniao.asp?entrID=154
Brinquedo e Educação
Brincadeira Saudável

Como já falamos, brincar é uma das atividades mais importantes da infância. E, é claro, os pais devem participar dela sempre que puderem. Não há nada mais saudável para a relação familiar do que os pais sentados no chão, no meio dos brinquedos, entrando no mundo dos filhos. Além de prazeroso para os dois, o vínculo afetivo se fortalece nesta relação pai e filho, seja a brincadeira qual for.

Os pequenos também precisam saber a dividir. E isso se torna mais fácil quando a criança tem irmãos ou está acostumada a brincar com amiguinhos. “Aprender a dividir, repartir, emprestar, se colocar no lugar do outro, faz parte do processo de socialização e de desenvolvimento de todas as crianças”, alerta a educadora Luciana Pierre.

Os pais e professores devem estar preparados e atentos para orientar seus filhos e alunos na construção deste processo, que faz parte do desenvolvimento de todos. “Outra dica, que uso na escola, são campanhas solidárias, onde as crianças doam um brinquedo seu em bom estado. Nós orientamos aos pais que ajudem seus filhos para que eles escolham o que dar. O exercício muitas vezes é difícil para algumas crianças mais apegadas, mas extremamente importante”, conta a educadora.

Ensinar a criança a emprestar os brinquedos para os amiguinhos não é uma tarefa fácil, há os que emprestam com mais facilidade e os que não gostam de dividir de jeito nenhum. Mas o esforço vale a pena, pois essa é uma lição que se leva para o resto da vida.

A dica da Dra. Luciana Pierre é trabalhar o emprestar com histórias infantis que levem ao altruísmo, como por exemplo, ‘A Galinha Ruiva’ e ‘O Bolo Fofo’. Ou trabalhar com rodas de conversa, reforçando quem conseguiu emprestar e como a criança que emprestou e a que recebeu se sentiram. Os pais também podem usar essa técnica em casa, conversando sobre o tema com os filhos e seus amiguinhos.



Luciana Pierre é especialista em educação infantil educadaora da escola infantil Ipê. http://guiadobebe.uol.com.br/guiadebrinquedos/brincadeira_saudavel.htm

sábado, 30 de agosto de 2008


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Artigos

A Importância do Afeto nas Relações Aluno/Professor, Ensino/Aprendizagem


18/03/2008por Silvia Lagos


"[...] trabalhe, mas sempre com a doçura de S. Francisco de Sales e com a paciência de Jó" (Dom Bosco).
A afetividade é a mola propulsora de todo e qualquer processo de desenvolvimento humano. Desde que somos gerados, ainda na barriga da mãe, necessitamos do afeto para nos sentirmos bem vindos nesse mundo. E depois que nascemos, se não tivermos o amor e a atenção dos adultos à nossa volta não aprenderemos a andar, falar, controlar nossos esfíncteres, etc..Num primeiro momento nosso contexto será o familiar, então as figuras significativas, de modelo, serão os pais, irmãos, avós. Mas, na medida em que vamos crescendo, vamos interagindo com o mundo, esse contexto vai se ampliando, ampliando-se também as fontes de estímulo e outras figuras vão sendo introjetadas e utilizadas como modelo. É o processo de socialização. E aqui, como no contexto familiar, a criança sente a necessidade de ser amada, ser aceita, pois, se foi desejada, se foi amada pelos pais, vai ir para o mundo sentindo-se amada, desejada e será um ser desejante, mas mesmo assim necessita dessa confirmação, desse retorno do mundo - ou pelo menos, das pessoas significativas afetiva-mente para ela - no decorrer de toda a sua vida. Se não foi amada e desejada pelos pais, só vai restar o contexto social como possibilidade de resgate de sua auto-estima.E, sendo a escola o primeiro espaço de socialização da criança, fora do contexto fami-liar, esta passa a desempenhar um papel determinante - principalmente através da figura do professor - no processo de aprendizagem, confirmando ou desconfirmando o sentimento de ser amado, de ser respeitado no seu direito de estar nesse mundo, crescer e desenvolver suas potencialidades de forma saudável e na vida adulta, poder somar na sociedade.Gabriel Chalita (2001) entende que, para que um professor desempenhe com maestria a aula na matéria de sua especialidade, ele precisa conhecer as demais matérias, os temas transversais que devem perpassar todas elas mas, acima de tudo, precisa conhecer o aluno. Pois, tudo que diga respeito ao mesmo deve ser de interesse do professor, porque ninguém ama o que não conhece, e o aluno precisa ser amado. E o professor é capaz disso. O aluno tratado com respeito, tendo valorizada sua história de vida, sente-se amado, querido na esco-la em que estuda.Segundo Marcos Sandrini, "Faz parte do ser jovem o apelo ao reconhecimento. A rebel-dia juvenil, bem como o conflito de gerações, traz no seu interior um apelo: 'eu sou gente e quero ser reconhecido como tal'" (2007, p. 95).Perrenoud (apud SANDRINI, 2007, p. 96) afirma que:Para aprender é preciso: dar sentido ao que se faz e ao que se aprende; sentir-se reconhecido, respeitado como pessoa e como membro de uma família e de uma comunidade; não se sentir ameaçado em sua existência, sua segurança, seus hábitos e sua identidade; sentir-se compreendido e apoiado nos momentos de cansaço e fracasso; saber que se pode contar com a confiança dos outros; que o consideram capaz e desejoso de conseguir; acreditar que alguém dá valor ao que se faz ou se aprende; e, melhor que tudo isso, sentir que se é amado [...] (grifo do autor).Chalita assinala, que às vezes, conflitos pessoais leva o professor a construir uma barreira emocional entre ele e o aluno, que embora não seja possível separar o ser humano profissional do ser humano pessoal, o professor tem a obrigação ética de não projetar, ou seja, "despejar" sobre o aluno, os seus problemas, visto que este não possui nem a responsabilidade, nem a capacidade (estrutura emocional) para dar conta do mau humor, da tristeza ou, em algumas vezes, da raiva do seu professor.Chalita enumera doze tipos de professores:a) professor arrogante: considera-se o detentor do saber; na verdade rejeita a si mesmo, não acredita em nada do que diz; necessita de auto-afirmação e usa os alunos como platéia cativa;b) professor inseguro: tem medo do aluno, teme a sua rejeição, de não conseguir dar aula, não ser ouvido, etc., esquecendo que se o professor não acreditar no que diz, será ainda mais difícil ao aluno fazê-lo;c) professor lamuriante: reclama de tudo o tempo todo: da situação do país, da escola, do salário, da falta de participação dos alunos, da falta de material para trabalhar etc., passando a impressão de estar sempre arrasado. Também usa, muitas vezes, a platéia cativa de alunos, para suas queixas;d) professor ditador: não respeita a autonomia do aluno, trabalhando como se estivesse no comando de uma batalha; disciplina é tudo, "dia de prova é também um dia de glória". Está perdido na necessidade de poder, esquecendo que poder e respeito não se impõem, se conquista;e) professor bonzinho: é o oposto do ditador. Tenta forçar a amizade com o aluno, dizendo o quanto gosta dele, trazendo presentes, dando notas altas de forma indiscriminada, respondendo questões no decorrer das provas, pedindo desculpa quando a matéria é muito difícil, enfim, só falta pedir desculpa por ter nascido. A tendência é o aluno não respeitá-lo. Tudo o que vem dele parece forçado, porque procede de uma carência de atenção e de uma necessidade infantil de aceitação.f) professor desorganizado: é aquele professor que não faz planejamento, está sempre perdido naquilo que vai propor em aula, por isso às vezes, cria atividades improvisadas sem fornecer subsídios aos alunos, ou se põem a discutir banalidades. Não possui comprometi-mento algum;g) professor oba-oba: para ele tudo é festa. Adora as dinâmicas em aula. Projeta filmes, sai em campo com os alunos, fala em quebra de paradigmas etc., contudo sem objetividade, sem gancho com o conteúdo da matéria que cabe a ele ministrar;h) professor livresco: entende os livros e não o cotidiano. Em sua aula não há espaço para o aluno, não importa se está acompanhando ou não seu raciocínio, o que importa é que diga tudo o que planejou dizer;i) professor "tô fora": não se compromete com nada, não participa de nada. É uma ilha, se considera auto-suficiente, sem necessidade de troca, de interação social no contexto escolar e comunidade;j) professor "dez-questões": para sua própria segurança, reduz todo o conteúdo dado, de um bimestre em um número "x" de questões, as quais os alunos decoram e de onde algu-mas são selecionadas para a prova. Técnica antiquada que não dá sentido ao conteúdo estu-dado, e que muitas vezes o próprio aluno dá-se conta disso;k) professor tiozinho: é o professor que gasta períodos inteiros de aula, dando conse-lhos aos alunos, invadindo muitas vezes a privacidade dos mesmos, emitindo opiniões sobre questões pessoais que não lhe dizem respeito. Sente-se qualificado (mas não está) a diag-nosticar os problemas dos alunos. Esquece, ou não "sabe", que o ideal é abrir espaço para que o aluno fale sobre ele, "se quiser", ao invés de obrigá-lo a expor sua vida privada;l) professor educador: segundo Chalita, esse seria o professor ideal, aquele que con-segue de verdade, ser um educador, que conheça o universo do educando, que tenha bom senso, que permita e proporcione o desenvolvimento da autonomia. Que tenha entusiasmo, paixão; que vibre com as conquistas de cada um, não discriminando, tratando todos com igualdade. Deve ser participativo politicamente, ter consciência da responsabilidade em estar formando pessoas, ser autocrítico e aberto para novos conhecimentos.Chalita vê no afeto a solução para a educação. Entende que não é possível combater a insensibilidade, o desrespeito, a falta de solidariedade, a apatia, a não ser pelo afeto. Acredita que a escola dos sonhos dos sonhadores, da poesia dos poetas, da maternidade, da luta dos lutadores começa com a crença de que, em se falando de vida - e como educação é vida -, a solução está no afeto. O aluno precisa ser amado, respeitado, valorizado. O aluno não é uma tábua rasa, sem nada, em que todas as informações são jogadas. Todos tem um poten-cial distinto, a ser explorado pelos bons educadores e assim, poderem produzir, crescer e construir caminhos de equilíbrio, de felicidade. Enfim, que o ato de educar só se dá com afeto, só se completa com amor.
SILVIA LAGOSPós-Graduada em Matemática